O que é Lean Manufacturing?

Fábio A. Thieme
Goldratt Associados Brasil

 

O cenário geral das empresas não poderia ser muito diferente do que as altas pressões competitivas, exigindo dos responsáveis industriais ações de redução de custo e níveis de serviço exemplares.

Neste ambiente hostil, não é possível simplesmente passar a responsabilidade pela não competitividade para os fornecedores por exemplo, forçando-os a reduzirem custos, ou mesmo para o governo brasileiro devido a instabilidade política e monetária. É necessário olhar para dentro e buscar otimizações e inovações, fazendo o próprio dever de casa.

Sendo assim, a palavra chave no momento é a necessidade indiscutível de redução de custo e aumento da produtividade global da empresa. Para tanto, metodologias das mais diversas tem sido aplicadas e como exemplo temos o Lean Manufacturing.

Na prática, quando se fala em aumento de produtividade (e consequentemente redução de custo),né normal focar a atenção nas atividades de processamento (tempo de produção de um produto em um equipamento) esquecendo-se, entretanto, dos grandes desperdícios que o sistema possui, os quais geram custos que efetivamente não agregam valor ao produto e aumentam o lead time de processamento. Deve-se buscar, portanto, a diminuição drástica do tempo necessário entre a colocação do pedido pelo cliente e a remuneração recebida pelo produto entregue. Para que isto ocorra, é necessário eliminar os desperdícios ou processos que não agregam valor.

Estes desperdícios nem sempre são observados pelas pessoas pois os mesmos fazem parte do sistema de forma natural, não despertando tanta atenção quanto a baixa produtividade de um equipamento por exemplo.

No Lean Manufacturing, existem 7 grandes desperdícios que devem ser eliminados ou mitigados, sendo:

  • Estoque
  • Excesso de produção
  • Transporte
  • Defeitos
  • Processamento desnecessário
  • Movimentação
  • Espera

A aplicação prática das ferramentas do Lean na busca da eliminação destes desperdícios, proporcionará para a empresa a necessária redução de custo e o aumento de produtividade global, e por consequência, o aumento da capacidade de produção. Entretanto, quando se fala em velocidade, é imprescindível garantir que o Lean seja adequadamente aplicado nos pontos de alavancagem global da empresa. A Teoria das Restrições (TOC) é uma ferramenta que cumpre este papel, a qual se integra perfeitamente com o Lean Manufacturing, ao contrário do que se possa acreditar.